Dez anos após sua estreia, a ousada série de fantasia adulta The Magicians, conhecida por sua abordagem irreverente e complexa do gênero, está agora disponível integralmente no Prime Video. A produção, baseada nos romances de Lev Grossman, explorou a premissa de estudantes de magia que, ao invés de seguirem um caminho tradicional, mergulhavam em dilemas existenciais e morais, questionando o que acontece quando o poder mágico é concedido a indivíduos que necessitam de terapia.

De Estudantes a Jogadores de Poder: A Jornada Mágica dos Desajustados
A série se destacou por apresentar um universo mágico que fugia do convencional. Em Brakebills, a universidade de elite para feiticeiros, os alunos aprendiam a usar seus dons, enfrentavam monstros e descobriam que a realidade fantástica de suas histórias infantis era real e perigosa. O que começou como uma exploração de festas, decisões equivocadas e magia imprevisível, evoluiu para uma narrativa complexa e envolvente.
Quentin Coldwater (Jason Ralph), o protagonista, era um estudante brilhante, mas atormentado pela baixa autoestima, enquanto navegava pelos segredos de Brakebills. Sua amiga Julia (Stella Maeve), rejeitada pela escola, trilhou um caminho mais sombrio e moralmente ambíguo. Personagens como Margo (Summer Bishil), com sua língua afiada e ego inflado, e Eliot (Hale Appleman), um hedonista de bom coração que se tornou a alma da série após enfrentar perdas, demonstraram a capacidade da produção em desenvolver personagens complexos e cativantes.
A jornada de Julia, em particular, ofereceu um centro criativo à série, explorando sua transformação de candidata rejeitada a bruxa independente e sobrevivente de traumas. Alice (Olivia Taylor Dudley), Penny (Arjun Gupta) e Kady (Jade Tailor) completaram o elenco principal, cada um com arcos que desafiaram seu crescimento mágico e humano. A série se manteve energética ao longo de suas temporadas, com cenários fantásticos divertidos, mas sempre com os personagens como o pilar central.

Um Guia Temporada a Temporada das Aventuras Mais Selvagens da Série
A primeira temporada de The Magicians estabeleceu a premissa de uma escola de magia, mas rapidamente subverteu as expectativas. Quentin, um herói que precisava de mais apoio psicológico, e Brakebills se tornaram um caldeirão de talento, insegurança e más decisões. Julia se aprofundou no mundo das bruxas de improviso, onde a magia era volátil e custosa. O surgimento do vilão The Beast no final da temporada indicou que a série não brincava em serviço.
A segunda temporada expandiu o escopo da série, introduzindo o reino mágico de Fillory. Eliot e Margo assumiram papéis de liderança, explorando responsabilidade e poder. Julia buscou vingança contra o deus responsável por seu trauma, em uma trama eticamente complexa. A temporada equilibrou humor e seriedade, culminando em um cliffhanger onde a magia do mundo começou a falhar.
Considerada por muitos a melhor temporada, a terceira refinou o ritmo da série, deu mais espaço ao elenco e experimentou com narrativas de viagem no tempo. Interlúdios musicais e experimentos episódicos se integraram à trama, mantendo o foco nos personagens. A relação entre Eliot e Quentin se aprofundou, culminando em um momento emocionante. Esta temporada é frequentemente citada por fãs como um ponto alto pela sua criatividade e apelo para maratonar.
Nas temporadas 4 e 5, a série consolidou sua identidade. Margo se tornou uma personagem central, com sua competência, raiva e lealdade. O arco de possessão de Eliot trouxe momentos de horror e introspecção. A narrativa se tornou mais quieta e reflexiva, abordando o que acontece após a tragédia, mas sem esquecer o que manteve os fãs engajados.
Por Que Fãs de Fantasia Adulta Deveriam Maratonar ‘The Magicians’ Agora
Ao revisitar The Magicians, percebe-se a ousadia e a ambição da produção. A série nunca optou pelo caminho seguro, e sua força reside na vontade de arriscar. O humor se intensifica com o passar das temporadas, e os personagens evoluem de maneiras surpreendentes. Brakebills e Fillory permanecem como locais reais e selvagens, repletos de história, tensão e nonsense. Diferente de muitas séries de fantasia modernas que dependem de efeitos visuais para compensar narrativas fracas, The Magicians priorizou seus personagens.
Uma década depois, a série continua sendo um destaque na fantasia adulta, criando seu próprio nicho no cenário televisivo. Revisitar The Magicians não é apenas uma viagem nostálgica, mas um lembrete de quão inventivo, emocionalmente curioso e inovador a TV de gênero pode ser quando não tenta imitar outras obras. Para quem perdeu, este é o momento ideal para assistir. Para quem já assistiu, a segunda visualização promete ser ainda mais recompensadora.
Fonte: Collider

